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quarta-feira, 4 de março de 2015

CNMP - Português

Olá, pessoal!
Analisei os itens de Língua Portuguesa, nas provas de níveis médio e superior. Até o momento, identifiquei possibilidade de interpor recurso contra o gabarito indicado para a questão 6, da prova de Técnico do CNMP – Administração (Prova K11 – Tipo 3).
Vamos às considerações:
  1. A
Comentário: No segundo parágrafo, a substituição de “quando” por ‘enquanto’ mantém a coerência e o sentido original do texto, validando o gabarito apontado pela banca.


  1. D
Comentário: A letra (D) é nosso gabarito. O contexto nos mostra que o crescimento econômico é considerado com um aspecto importante para manter a estabilidade política nos regimes democráticos, tal como se afirma no excerto “Desde a Segunda Grande Guerra, o principal determinante da estabilidade democrática foi o crescimento econômico. Mesmo democracias que no início pareciam débeis foram se robustecendo à medida que ascendiam a níveis mais altos de renda per capita, melhoravam seus níveis educacionais e conseguiam atender as demandas básicas da população”.


  1. B
Comentário: O trecho “que no início pareciam débeis” é uma oração adjetiva com caráter restritivo, ou seja, restringindo o sentido do termo “democracias”. Portanto, a letra (B) é a resposta da questão.


  1. A
Comentário: Vamos analisar as assertivas.
I. Correta. De fato, a inserção de uma vírgula após o vocábulo “central” mantém a coesão textual e a correção gramatical. Nesse caso, o trecho “capaz de arbitrar disputas de poder” assumiria apenas uma feição explicativa, se acarretar erro na superfície textual.
II. Correta. Com efeito, a substituição do ponto final pelo sinal de dois-pontos não acarretaria desvio gramatical, tampouco alteração de sentido ao trecho “Como processo histórico, a evolução de democracia representativa deve ser compreendida como resultante de dois vetores; de um lado, a formação de uma autoridade central capaz de arbitrar disputas de poder, inclusive mediante a elaboração de uma complexa aparelhagem eleitoral; de outro, o crescimento econômico, com todas as implicações para a elevação do piso de bem-estar e desconcentração das posições de privilégio, status”.
III. Errada. A inserção da vírgula após “autêntica” prejudicaria a correção gramatical por separar, inadequadamente, o núcleo sujeito “avaliação” de seu predicado “foi compartilhada por correntes ideológicas diversas”.


  1. B
Comentário: O verbo ‘facilitar’ é transitivo direto, tendo como complemento o objeto direto “o surgimento econômico e político de uma classe média”.
Analisando as opções apresentadas, a única que possui o mesmo tipo de complemento é a letra (B). De acordo com o contexto, o verbo ‘assegurar’ é transitivo direto, sendo o sintagma “que a configuração de fatores” seu objeto direto.
Nas demais opções:
a) o verbo ‘existir’ é intransitivo.
c) a forma verbal “foi” é de ligação.
d) a forma verbal “surge” é intransitiva.
e) o verbo ‘conviver’ é transitivo indireto.


  1. C
Comentário: A letra (C) é a resposta da questão. O sintagma “certa tensão” é sujeito da forma verbal “articula-se”.Ainda assim, o item seria passível de recurso, pois o que mantém o verbo no singular é o fato de o termo “tensão”, núcleo do sujeito, ter sido empregado nesse número, e não todo o sintagma “certa tensão”.
Nas demais opções:
a) o verbo ‘permanecer’ foi empregado no singular para concordar com “configuração”.
b) a expressão destacada foi mantida no singular para concordar com o termo “corpo”.
d) a expressão “foram se rebustecendo” concorda com “democracias”.
e) o termo “entendimento” é núcleo do sujeito, levando o verbo “ser” a ser empregado na terceira pessoa do singular.


  1. E
Comentário: Nossa resposta é a letra (E). No trecho apresentado, não houve qualquer desvio gramatical.
Vamos apontar algumas correções nas demais opções.
a) “(…) e, quando necessário, emprega a força; porém, o faz (…)”
b) “(…) a evolução … pode ser compreendida (…)”.
c) “(…) diversos intérpretes têm assinalado (…)”.
d) “(…) e escritor francês, idealizou intelectualmente (…)”.


  1. D
Comentário: A letra (D) é nossa resposta. A forma verbal “são” concordou com o sujeito composto (anteposto) “o desempenho do sistema político e o aprimoramento moral da vida pública”.
Nas demais opções, apresento algumas correções:
a) “associada a progresso”;
b) “cujo nível é alto”. (sem a preposição ‘de’);
c) “Um dos principais … determinantes da estabilidade democrática tem sido (…)”;
e) “o processo de que se fala”.


  1. E
Comentário: O gabarito indicado é a letra (E). No contexto, o verbo “ascender” é transitivo indireto, regendo como complemento o objeto indireto “a níveis mais altos de renda per capita”, assim como ocorre no excerto do enunciado.


  1. C
Comentário: A letra (C) é nosso gabarito. O trecho “que tem competência exclusiva nessa matéria” tem caráter explicativo, razão por que foi corretamente isolado por vírgulas.
Nas demais opções, eis algumas correções:
a) Não cabe adotar …
b) Segundo a minuta encaminhada em anexo, o benefício-alimentação será concedido …
d) que elaborasse planos de contenção de despesas, bem como que economizasse energia (faltava um paralelismo à estrutura)
e) Considero que Vossa Senhoria deve estar satisfeita com a pronta nomeação de seu substituto.


Abraços e sucesso a todos!
Fabiano Sales.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Olá, pessoal!

É uma satisfação estar aqui!

Voltando ao blog após certo tempo, compartilho com vocês duas videoaulas gratuitas: uma sobre Ortografia Oficial, abordando o emprego do hífen, e outra acerca do tema Redação Oficial, assunto cada vez mais presente nos principais concursos públicos do país.

Confiram as demonstrações a seguir:

Ortografia Oficial (Emprego do hífen) ; e

Redação Oficial .

As demais aulas podem ser conferidas nos cursos de Língua Portuguesa, disponíveis no site Estratégia Concursos!

Abraços e ótimos estudos!



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

BENFEITO, BEM-FEITO OU BEM FEITO ?

Olá, pessoal!


Hoje veremos a diferença entre os vocábulos e/ou as expressões BENFEITO, BEM-FEITO OU BEM FEITO.


O primeiro deles - "benfeito" - é um substantivo. É empregado no sentido de "benfeitoria", "benefício".

Exemplo: Tinha benfeito aos pobres (= Tinha beneficiado os pobres).

Já a expressão "bem-feito" (grafada com hífen), segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), é um adjetivo, significando "caprichado, bem-acabado".

Exemplo: Este trabalho está bem-feito.


Por fim, vale mencionar que também é possível utilizar a expressão "bem feito", no contexto de interjeição.

Exemplo: Ela fez besteira e não pôde viajar. Bem feito!



Portanto, analisem o contexto antes de utilizar tais vocábulos/expressões!



Abraços e ótimos estudos!

domingo, 24 de novembro de 2013

Propriedade Vocabular : A expressão FRENTE A

Olá, alunos!

           Hoje compartilho com vocês uma dica sobre propriedade vocabular. Trata-se de um quesito que integra (explicitamente) a grade de correção das provas discursivas do CESPE/UnB. Então, prestem muita atenção a seguir!

         Para a mencionada banca, o quesito propriedade vocabular utiliza como parâmetros de avaliação gramáticas de referência e dicionários da língua portuguesa.

            De acordo com os examinadores do CESPE, registram-se como impropriedade vocabular:

a) o estabelecimento de diálogo com o leitor, ou seja, o uso da função apelativa da linguagem.

b) o emprego de palavras repetidas de forma viciosa no mesmo parágrafo (a banca considera-se apenas um erro, na primeira repetição);

c) o uso de expressões coloquiais em textos formais (os chamados chavões ou clichês: arrebentar a boca do balão; bola da vez; estar a mil; estar com a corda toda);

d) o emprego equivocado de parônimos: avocar/evocar; autuar/atuar; deferir/diferir; comprimento/cumprimento etc);

e) o emprego inadequado de uma expressão por outra: a cerca de/acerca de/há cerca de; a fim de/afim; à medida que/na medida em que; ao encontro de/de encontro a; ao invés de (‘ao contrário de’)/em vez de (‘substituição’); a princípio/em princípio/por princípio; onde/aonde/donde; tampouco/tão pouco; sob/sobre;

f) o uso de figura de linguagem que comprometa a clareza do texto, provoque ambiguidade ou gere incoerência; e

g) o uso de expressões não dicionarizadas: de formas que (Dicionário Houaiss: de forma que/a); demais disso; eis que (para introduzir oração causal); face de (Dicionários Aurélio e Houaiss: em face de); frente a (Dicionários Aurélio e Houaiss: em frente de, no sentido de ‘em face de’); inobstante; lado outro; no que pertine (verbo inexistente); no que atine (acepção inexistente para o verbo “atinar”); vez que (Dicionários Aurélio e Houaiss: uma vez que).


            Pegando o gancho do item 'g', apresentarei comentários acerca da expressão FRENTE A. Vejam!

Impropriedade Vocabular: a expressão FRENTE A

            Em nosso idioma, o uso da expressão “frente a” é desaconselhável. Em tais casos, para que se atinja a adequada propriedade vocabular, deve haver a substituição por ante, perante, diante de, em frente de, em frente a.
           Não há exemplo na boa linguagem do uso de frente a, sendo correto o emprego de em frente de, em frente a. Segundo as lições de Napoleão Mendes de Almeida, na obra Dicionário de Questões Vernáculas, há severas críticas em relação ao emprego da expressão “frente a”, no lugar de “ante, diante de”:

Em frente de” – É erro dizer em português: “Os paulistas frente aos cariocas”, “Morreu frente ao portão da Santa Casa”. Nenhuma das nossas locuções prepositivas em que entre o substantivo feminino frente permite essas construções, que só podem encontrar justificativa no espanhol, pelo que diremos constituírem castelhanismo. (...) Certo será “Os paulistas ante os cariocas", "Morreu em frente ao portão", mas nunca, simplesmente, “... frente ao portão.”. V.”face a”.


            O estudioso ainda assevera que as expressões “face a”, “frente a” são invencionices. De acordo com ele, ou se diz “em face de”, “em frente de” ou simplesmente ante, preposição esta que não vem seguida de outra preposição: “Ante o imprevisto da conclusão...” (...). 

              Portanto, evite o uso da expressão "FRENTE A" nas provas discursivas do CESPE!!!


Ótimos estudos e até a próxima dica!

Fabiano Sales.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A FCC e as Questões Discursivas - Padrão de Resposta

Olá, pessoal!
Tendo em vista que vários TRTs têm lançado editais recentemente, mencionarei, neste novo contato, um critério para correção da Fundação Carlos Chagas.
No concurso para o TRT-20ª Região, especificamente para o cargo de Analista Judiciário - Área: Judiciária, a FCC apresentou a seguinte proposta temática:
"Atenção: A Prova Discursiva-Redação deverá ter extensão mínima de 20 (vinte) linhas e máxima de 30 (trinta) linhas.
1. Responda fundamentadamente, no que concerne ao Direito Processual do Trabalho, em que consistem os efeitos translativo, regressivo, substitutivo, devolutivo e suspensivo dos recursos. (valor: 100 pontos)"
Notem que a banca requereu a confecção de um texto (dissertativo) que abordasse, obrigatoriamente, cinco modalidades de efeitos:
- translativo;
- regressivo;
-substitutivo;
- devolutivo; e
- suspensivo.
Para efeito de prova discursiva, é recomendável que cada um dos efeitos seja abordado em parágrafos distintos, a fim de facilitar a identificação da ideia central de cada componente textual, bem como a organização do texto.
Vejamos, então, como ficaria a confecção ideal de um texto para esse tema. Observem que todas as respostas apresentaram as expressões-chave, sendo devidamente fundamentadas, seja com base na opinião de especialistas no assunto, seja alicerçada na citação de dispositivos legais.
Padrão de Resposta
Em relação às questões de ordem pública, as quais devem ser conhecidas de ofício, não se opera a preclusão. Neste caso, em conformidade com as lições de Renato Saraiva (recurso argumentativo: argumento de autoridade), pode o juiz ou tribunal decidir tais questões, ainda que não constem das razões recursais ou das contra-razões, gerando o denominado efeito translativo do recurso (expressão-chave do parágrafo, com resposta fundamentada).
Por sua vez, o efeito regressivo do recurso (expressão-chave do parágrafo) significa a possibilidade de o próprio órgão que prolatou a decisão retratar-se, conforme ensina Mauro Schiavi (recurso argumentativo: argumento de autoridade). Em outras palavras, tem cabimento nas hipóteses de possibilidade de retratação ou reconsideração pelo mesmo juiz prolator da decisão, como ocorre no Agravo de Instrumento e no Agravo Regimental, segundo ratifica Carlos Henrique Bezerra Leite (resposta fundamentada).
Já o efeito substitutivo (expressão-chave do parágrafo) decorre do artigo 512 do Código de Processo Civil (citação de texto para fundamentar a resposta), o qual estabelece que o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso. Observa-se, outrossim, que só haverá substituição quando ocorrer a apreciação e julgamento do mérito do recurso.
Ainda de acordo com alguns autores, o efeito devolutivo do recurso (expressão-chave do parágrafo) é inerente a qualquer recurso, embora varie a sua amplitude. Dito de outra forma, não há recurso sem efeito devolutivo, que consiste na devolução do exame da matéria litigiosa aos julgadores que compõe a Corte revisora. No tocante a esse efeito, deve-se ressaltar a Súmula 393 do TST (citação de texto, proporcionando credibilidade à argumentação e fundamentando a resposta), que estabelece o efeito devolutivo em profundidade.
E, por fim, o efeito suspensivo do recurso (expressão-chave do parágrafo) suspende a eficácia da decisão enquanto não for julgado o recurso em face dela interposto. No processo do trabalho, os recursos, como regra geral, não têm efeito suspensivo. Sendo assim, a sentença trabalhista pode ser executada provisoriamente, conforme previsão no art. 899 da CLT (recurso argumentativo: citação de texto). Ademais, a Súmula 414 do TST estabelece que a ação cautelar é o meio próprio para obtenção do efeito suspensivo a recurso (citação de texto: resposta fundamentada).
Fontes:
(Renato Saraiva, Curso de Direito Processual do Trabalho, p. 522)
(Mauro Schiavi, Manual de Direito Processual do Trabalho, p. 778-779)
(Carlos Henrique Bezerra Leite, Curso de Direito Processual do Trabalho, p. 677)
(Wagner D. Giglio e Claudia Giglio Veltri Corrêa, Direito Processual do Trabalho, p. 447)

Aproveitem a oportunidade e participem do Curso de Discursiva - Redação para Técnico Judiciário - Área: Administrativa do TRF-3ª Região. O cronograma e o conteúdo do preparatório podem ser conferidos no sítio Estratégia Concursos:
Vamos lá, moçada!
Grande abraço e sucesso!