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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

BENFEITO, BEM-FEITO OU BEM FEITO ?

Olá, pessoal!


Hoje veremos a diferença entre os vocábulos e/ou as expressões BENFEITO, BEM-FEITO OU BEM FEITO.


O primeiro deles - "benfeito" - é um substantivo. É empregado no sentido de "benfeitoria", "benefício".

Exemplo: Tinha benfeito aos pobres (= Tinha beneficiado os pobres).

Já a expressão "bem-feito" (grafada com hífen), segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), é um adjetivo, significando "caprichado, bem-acabado".

Exemplo: Este trabalho está bem-feito.


Por fim, vale mencionar que também é possível utilizar a expressão "bem feito", no contexto de interjeição.

Exemplo: Ela fez besteira e não pôde viajar. Bem feito!



Portanto, analisem o contexto antes de utilizar tais vocábulos/expressões!



Abraços e ótimos estudos!

domingo, 24 de novembro de 2013

Propriedade Vocabular : A expressão FRENTE A

Olá, alunos!

           Hoje compartilho com vocês uma dica sobre propriedade vocabular. Trata-se de um quesito que integra (explicitamente) a grade de correção das provas discursivas do CESPE/UnB. Então, prestem muita atenção a seguir!

         Para a mencionada banca, o quesito propriedade vocabular utiliza como parâmetros de avaliação gramáticas de referência e dicionários da língua portuguesa.

            De acordo com os examinadores do CESPE, registram-se como impropriedade vocabular:

a) o estabelecimento de diálogo com o leitor, ou seja, o uso da função apelativa da linguagem.

b) o emprego de palavras repetidas de forma viciosa no mesmo parágrafo (a banca considera-se apenas um erro, na primeira repetição);

c) o uso de expressões coloquiais em textos formais (os chamados chavões ou clichês: arrebentar a boca do balão; bola da vez; estar a mil; estar com a corda toda);

d) o emprego equivocado de parônimos: avocar/evocar; autuar/atuar; deferir/diferir; comprimento/cumprimento etc);

e) o emprego inadequado de uma expressão por outra: a cerca de/acerca de/há cerca de; a fim de/afim; à medida que/na medida em que; ao encontro de/de encontro a; ao invés de (‘ao contrário de’)/em vez de (‘substituição’); a princípio/em princípio/por princípio; onde/aonde/donde; tampouco/tão pouco; sob/sobre;

f) o uso de figura de linguagem que comprometa a clareza do texto, provoque ambiguidade ou gere incoerência; e

g) o uso de expressões não dicionarizadas: de formas que (Dicionário Houaiss: de forma que/a); demais disso; eis que (para introduzir oração causal); face de (Dicionários Aurélio e Houaiss: em face de); frente a (Dicionários Aurélio e Houaiss: em frente de, no sentido de ‘em face de’); inobstante; lado outro; no que pertine (verbo inexistente); no que atine (acepção inexistente para o verbo “atinar”); vez que (Dicionários Aurélio e Houaiss: uma vez que).


            Pegando o gancho do item 'g', apresentarei comentários acerca da expressão FRENTE A. Vejam!

Impropriedade Vocabular: a expressão FRENTE A

            Em nosso idioma, o uso da expressão “frente a” é desaconselhável. Em tais casos, para que se atinja a adequada propriedade vocabular, deve haver a substituição por ante, perante, diante de, em frente de, em frente a.
           Não há exemplo na boa linguagem do uso de frente a, sendo correto o emprego de em frente de, em frente a. Segundo as lições de Napoleão Mendes de Almeida, na obra Dicionário de Questões Vernáculas, há severas críticas em relação ao emprego da expressão “frente a”, no lugar de “ante, diante de”:

Em frente de” – É erro dizer em português: “Os paulistas frente aos cariocas”, “Morreu frente ao portão da Santa Casa”. Nenhuma das nossas locuções prepositivas em que entre o substantivo feminino frente permite essas construções, que só podem encontrar justificativa no espanhol, pelo que diremos constituírem castelhanismo. (...) Certo será “Os paulistas ante os cariocas", "Morreu em frente ao portão", mas nunca, simplesmente, “... frente ao portão.”. V.”face a”.


            O estudioso ainda assevera que as expressões “face a”, “frente a” são invencionices. De acordo com ele, ou se diz “em face de”, “em frente de” ou simplesmente ante, preposição esta que não vem seguida de outra preposição: “Ante o imprevisto da conclusão...” (...). 

              Portanto, evite o uso da expressão "FRENTE A" nas provas discursivas do CESPE!!!


Ótimos estudos e até a próxima dica!

Fabiano Sales.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A FCC e as Questões Discursivas - Padrão de Resposta

Olá, pessoal!
Tendo em vista que vários TRTs têm lançado editais recentemente, mencionarei, neste novo contato, um critério para correção da Fundação Carlos Chagas.
No concurso para o TRT-20ª Região, especificamente para o cargo de Analista Judiciário - Área: Judiciária, a FCC apresentou a seguinte proposta temática:
"Atenção: A Prova Discursiva-Redação deverá ter extensão mínima de 20 (vinte) linhas e máxima de 30 (trinta) linhas.
1. Responda fundamentadamente, no que concerne ao Direito Processual do Trabalho, em que consistem os efeitos translativo, regressivo, substitutivo, devolutivo e suspensivo dos recursos. (valor: 100 pontos)"
Notem que a banca requereu a confecção de um texto (dissertativo) que abordasse, obrigatoriamente, cinco modalidades de efeitos:
- translativo;
- regressivo;
-substitutivo;
- devolutivo; e
- suspensivo.
Para efeito de prova discursiva, é recomendável que cada um dos efeitos seja abordado em parágrafos distintos, a fim de facilitar a identificação da ideia central de cada componente textual, bem como a organização do texto.
Vejamos, então, como ficaria a confecção ideal de um texto para esse tema. Observem que todas as respostas apresentaram as expressões-chave, sendo devidamente fundamentadas, seja com base na opinião de especialistas no assunto, seja alicerçada na citação de dispositivos legais.
Padrão de Resposta
Em relação às questões de ordem pública, as quais devem ser conhecidas de ofício, não se opera a preclusão. Neste caso, em conformidade com as lições de Renato Saraiva (recurso argumentativo: argumento de autoridade), pode o juiz ou tribunal decidir tais questões, ainda que não constem das razões recursais ou das contra-razões, gerando o denominado efeito translativo do recurso (expressão-chave do parágrafo, com resposta fundamentada).
Por sua vez, o efeito regressivo do recurso (expressão-chave do parágrafo) significa a possibilidade de o próprio órgão que prolatou a decisão retratar-se, conforme ensina Mauro Schiavi (recurso argumentativo: argumento de autoridade). Em outras palavras, tem cabimento nas hipóteses de possibilidade de retratação ou reconsideração pelo mesmo juiz prolator da decisão, como ocorre no Agravo de Instrumento e no Agravo Regimental, segundo ratifica Carlos Henrique Bezerra Leite (resposta fundamentada).
Já o efeito substitutivo (expressão-chave do parágrafo) decorre do artigo 512 do Código de Processo Civil (citação de texto para fundamentar a resposta), o qual estabelece que o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso. Observa-se, outrossim, que só haverá substituição quando ocorrer a apreciação e julgamento do mérito do recurso.
Ainda de acordo com alguns autores, o efeito devolutivo do recurso (expressão-chave do parágrafo) é inerente a qualquer recurso, embora varie a sua amplitude. Dito de outra forma, não há recurso sem efeito devolutivo, que consiste na devolução do exame da matéria litigiosa aos julgadores que compõe a Corte revisora. No tocante a esse efeito, deve-se ressaltar a Súmula 393 do TST (citação de texto, proporcionando credibilidade à argumentação e fundamentando a resposta), que estabelece o efeito devolutivo em profundidade.
E, por fim, o efeito suspensivo do recurso (expressão-chave do parágrafo) suspende a eficácia da decisão enquanto não for julgado o recurso em face dela interposto. No processo do trabalho, os recursos, como regra geral, não têm efeito suspensivo. Sendo assim, a sentença trabalhista pode ser executada provisoriamente, conforme previsão no art. 899 da CLT (recurso argumentativo: citação de texto). Ademais, a Súmula 414 do TST estabelece que a ação cautelar é o meio próprio para obtenção do efeito suspensivo a recurso (citação de texto: resposta fundamentada).
Fontes:
(Renato Saraiva, Curso de Direito Processual do Trabalho, p. 522)
(Mauro Schiavi, Manual de Direito Processual do Trabalho, p. 778-779)
(Carlos Henrique Bezerra Leite, Curso de Direito Processual do Trabalho, p. 677)
(Wagner D. Giglio e Claudia Giglio Veltri Corrêa, Direito Processual do Trabalho, p. 447)

Aproveitem a oportunidade e participem do Curso de Discursiva - Redação para Técnico Judiciário - Área: Administrativa do TRF-3ª Região. O cronograma e o conteúdo do preparatório podem ser conferidos no sítio Estratégia Concursos:
Vamos lá, moçada!
Grande abraço e sucesso!

domingo, 31 de março de 2013

O Novo Acordo Ortográfico e as Provas Discursivas


Olá, pessoal!

Em dezembro passado,  a presidente Dilma Rousseff dilatou o período de coexistência das normas que regem a ortografia oficial portuguesa. Segundo o Decreto nº 7.875/12, "a implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida." 

Entretanto, constantemente recebo e-mails solicitando orientações acerca da ortografia que deve ser empregada nas provas discursivas. Pois bem, há diferentes posicionamentos das bancas, variando de acordo com cada edital publicado. Vamos citar alguns exemplos:

No concurso para o Ministério Público da União, o CESPE/UnB permite tanto o emprego das regras anteriores a 1º de janeiro de 2009 quanto a utilização das regras posteriores a esse período. Segundo o edital regulador do concurso, as provas discursivas serão corrigidas "em atendimento ao que está estabelecido no Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, alterado pelo Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012", ou seja, "serão aceitas como corretas, até 31 de dezembro de 2015, ambas as ortografias (item 9.7.5). Em outras palavras, os candidatos ao cargo de Analista poderão escolher quais regras serão utilizadas ao redigir o texto. Vale frisar, contudo, que a banca não admitirá a mesclagem de regras. É necessário optar por uma delas!

Por sua vez, a Fundação Carlos Chagas também admite, em regra, tal flexibilização. Consoante o recente edital para oBanco do Brasil, documento elaborado pela mencionada banca, durante a prova Discursiva-Redação, os candidatos "poderão os candidatos valer-se das normas ortográficas em vigor antes ou depois daquelas implementadas pelo Decreto Presidencial nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, em decorrência do período de transição previsto no art. 2º, parágrafo único da citada norma, que estabeleceu o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa".

 Por outro lado, a mesma FCC exigiu o emprego das novas regras no certame para a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, recentemente realizado.

Essa mesma exigência ocorre no certame para a Polícia Militar do Distrito Federal, organizado pela Fundação Universa. De acordo com o edital, a prova discursiva será realizada em 28/04/13 e "avaliará, ainda, a capacidade de expressão na modalidade escrita e o uso das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa, considerando o novo acordo ortográfico".

Com isso, meus amigos, percebam que a leitura do edital também faz parte da preparação para as provas, ou seja, cada edital publicado deve ser analisado.


Abraços e muito sucesso a todos!

Fabiano Sales.


http://www.redegir.com.br/artigo/concursos/o-novo-acordo-ortografico-e-as-provas-discursivas

domingo, 24 de março de 2013



Olá, pessoal!


Sejam bem-vindos ao RedeGIR. Para aqueles que desconhecem o significado, "GIR" significa "Gramática, Interpretação e Redação". Trata-se de uma fantástica ferramenta para elaboração e correção de textos. Como diz o mestre João Antônio, idealizador do site, é "coisa de cinema"!

Para quem não me conhece, meu nome é Fabiano Sales. Tenho experiência na análise de textos das mais diversas bancas de concursos públicos, com destaque para FGV, ESAF, CESPE, FCC e Cesgranrio.

Para iniciar os trabalhos no RedeGIR, ofertarei temas de provas de concursos anteriores. Assim, automaticamente, vocês já se ambientarão à realidade de cada banca. Recentemente, lancei dois temas para o concurso do Ministério Público da União!

Ah! Também haverá temas para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)!

Contribuirei da melhor maneira, com artigos, dicas e correção de textos, ou seja, ajudando vocês a aprimorar o desenvolvimento dos textos, a fim de que sejam aprovados nas provas discursivas.

Confiram em www.redegir.com.br  .

Grande abraço!

Fabiano Sales.